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A importância de aceitar o autismo

14.01.2021
Autismo Cuidados Dica Outros transtornos Sinais

Quando uma família recebe o anúncio de que seu filho se encontra no espectro autista, na maioria dos casos ocorre um grande impacto emocional. É muito raro que os pais aceitem essa notícia de primeira, com facilidade. Assim, no consultório, é comum que eles chorem e expressem uma enorme angústia. Sem dúvida, muitos de nós jamais desejamos filhos com “problemas” de desenvolvimento. É natural os imaginarmos perfeitos, competentes e capazes de um dia dispor de uma autonomia plena! Por isso, a chegada desta notícia costuma arrasar expectativas e criar, na família, a perspectiva de que o pequeno com autismo não será independente, tomará medicação para sempre, e tantas outras.

Contudo, essas sentenças quase sempre estão longe da verdade!

Todos nós somos imperfeitos e temos de lidar com nossas falhas e fraquezas. Quando alguém tem TEA, não significa que jamais será autônomo, nem que jamais será feliz. Significa que essa pessoa tem um funcionamento específico e atípico, que deve ser respeitado e compreendido. Também nós, em nossas imperfeições, temos que respeitá-las e procurar compreendê-las para que possamos ser felizes não a despeito delas, mas com elas! Para isso, o primeiro passo é aceitá-las. O mesmo vale para o autismo dos nossos pequenos!

Quando alguém tem TEA não significa que jamais será autônomo, nem que jamais será feliz. Significa que essa pessoa tem um funcionamento específico e atípico, que deve ser respeitado e compreendido.

O impacto da notícia

No entanto, como já dissemos, o impacto da notícia é geralmente negativo. As perguntas aflitas surgem: “Ele vai ser sempre assim?”, “Meu filho vai interagir, vai se comunicar?”, “Não vão compreendê-lo?”, “Quando ele vai começar a falar?”. Estas questões estão presentes durante as consultas e mostram que a ansiedade é um fator constante na relação da família com os profissionais. Existem situações em que a família, de início, não consegue aceitar o diagnóstico de autismo. Com isso, os pais passam a migrar para vários profissionais, com o objetivo de encontrar um que não concorde e dê uma notícia supostamente melhor. Esta atitude faz com que a criança perca tempo precioso, pois posterga a melhora clínica. Por fim, isso pode piorar o prognóstico de boa funcionalidade dessa criança.

É importante que os pais estejam atentos aos sinais do TEA, que procurem profissionais competentes e responsáveis para, por fim, poder confiar em suas palavras e em seus métodos. É só com essa união entre pais e terapeutas que as crianças poderão desenvolver suas capacidades de forma plena!

O apoio terapêutico às famílias

Durante esse processo, é comum vermos os pais passarem por diversos problemas. Sentimentos de baixa autoestima, culpa, perda de confiança no futuro, estresse conjugal, crises de ansiedade e dificuldades de sono. Por isso, o apoio terapêutico às famílias é de extrema importância! Além de habilitar a família e integrá-la em todo caminho de intervenção, lhe dá ferramentas para ajudar de maneira ativa no desenvolvimento dos seus pequenos. Assim, na construção desse processo, os pais passam de espectadores aflitos para agentes multiplicadores de intervenção, aprendendo e reproduzindo os estímulos, além de melhorarem dos impactos ocasionados pela notícia do diagnóstico.

A terapia, dessa forma, visa não apenas suscitar o desenvolvimento dos filhos, mas também fomentar a participação dos pais no processo. É essencial ajudá-los a aceitarem seus pequenos tais quais eles são!

Cuidar dos nossos pequenos, sendo eles típicos ou atípicos, é sempre um desafio! A ajuda mútua entre equipe terapêutica e família é um instrumento fundamental nesse processo.

A importância de aceitar o diagnóstico

Em primeiro lugar, o passo mais importante durante todos os cuidados do autismo é aceitar e encarar o problema de frente. Quanto mais cedo for o início das terapias, menores as chances de crianças com TEA acumularem atrasos, garantindo mais qualidade de vida.

Nesse sentido, os pais devem ser ativos nessa construção em conjunto com toda a equipe multiprofissional. Estas medidas aliviam a carga “negativa” e melhoram a relação dos pais com as demandas exigidas pela terapia de seus pequenos. Com isso, todos – os pais, a equipe de terapeutas e, principalmente, a criança – são beneficiados.

O segredo, por fim, é não desistir! Mesmo quando bater aquele cansaço, persista, faça parte dessa transformação do seu filho. Não tenha dúvidas de que o engajamento dos pais na terapia faz parte do seu sucesso! É claro, sabemos que não basta incentivar os pais a serem ativos – muitas vezes a situação é delicada e estressante, como se não tivesse saída. Por isso mesmo é fundamental que os pais questionem os terapeutas, lhes façam perguntas e assim por diante. Cuidar dos nossos pequenos, sendo eles típicos ou atípicos, é sempre um desafio! A ajuda mútua entre equipe terapêutica e família é um instrumento fundamental nesse processo.

“Estudos mostram que se os pais forem treinados e demonstrarem capacidade de aplicar intervenções, essas crianças melhoram. Até pouco tempo, os pais recebiam a mensagem que de que não podiam participar, que tudo era muito complexo e complicado. Com isso, além de se sentirem erroneamente culpados, sentiam-se incapazes de ajudar. Essa visão vem sendo progressivamente mudada.” (Dr. Carlos Gadia)

Quer mais dicas sobre aceitação do diagnóstico? Assista ao vídeo:

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Autor(a): Equipe Instituto Singular

Psicólogas e Terapeutas

Esta dica foi escrita em conjunto por algumas psicólogas e terapeutas do Instituto Singular. Todos os artigos deste site são escritos por profissionais especializados em autismo e desenvolvimento infantil.

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