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Autismo em bebês

13.01.2021
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Autismo Dicas Outros transtornos Sinais Tratamentos

O autismo em bebês aparece com sinais de risco sutis desde os primeiros meses de vida. Muitos estudos mostram resultados promissores com terapias para crianças menores de 12 meses que apresentam sinais de risco para autismo. Com a estimulação, ocorre aumento da socialização e comunicação proporcional ao que se é esperado para essa idade. Assim, temos chances de minimizar os prejuízos e amenizar muitos sintomas antes que se acentuem com grandes atrasos.

É sempre importante estar atento a esses sinais e, por isso, aceitá-los quando forem notados. Em seguida, devemos buscar um profissional capacitado para avaliar nossos pequenos!

Quanto antes identificarmos os sinais e começarmos as intervenções, melhor! O cérebro dos bebês é cheio de neuroplasticidade e se molda mais fácil.

Autismo em bebês

Mas, afinal, quais são os sinais de autismo em um bebê que ainda não fala?

Principais sinais de autismo em bebês

  • Precisam de mais estímulos para olhar e atender a chamados.
  • Tendem a não olhar quando chamamos o nome.
  • Pouco contato visual quando estão mamando. É comum que os bebês olhem para suas mamães ao mamar, contudo os bebês com autismo fazem isso raramente.
  • São agitados ou passivos demais. Assim, parecem estar entre esses dois extremos: ou muito alheios, ou muito agitados com o ambiente.
  • São hiperorais (levam tudo à boca). É verdade: bebês já fazem isso normalmente! No entanto, o bebê com autismo faz ainda mais. Por isso, é bom estar de olho na frequência desse comportamento!
  • Podem não gostar de toques e abraço. Assim, podem parecer irritadiços nos momentos proximidade tátil.
  • Vão no colo de qualquer pessoa. Apesar de não gostarem de toque, os bebês autistas não apresentam a seletividade do adulto, como é comum na sua idade.

Socialização

  • Parecem bebês “sérios”, que sorriem pouco. Bebês geralmente imitam os sorrisos dos outros, mas isso é menos comum nos autistas!
  • Poucas expressões faciais adequadas para a situação. Sabe quando nossos pequenos choram, gritam ou sorriem diante das coisas do mundo? Então, os bebezinhos autistas não fazem isso com tanta frequência!
  • Compartilham pouco os objetos. Crianças e bebês tendem a olhar para seus cuidadores ao ver ou brincar com objetos de que gostam. Entretanto, é bem raro que os pequenos com TEA façam isso.
  • “Mostram” pouco as coisas legais aos cuidadores.
  • Não brincam de faz-de-conta. Afinal, o faz-de-conta é uma das brincadeiras mais comuns do nosso dia a dia. Por isso, é bom estar de olho nesse sinal!

Comunicação

  • Não apontam. Afinal, bebês e crianças não vivem apontando os objetos que veem? Então, os pequenos no espectro fazem isso muito raramente. Atenção a esse sinal fundamental!
  • O autismo em bebê prejudica a imitação das brincadeiras que os pais fazem, tais como movimentos de mostrar língua, piscar, dar tchau. Pais e filhos costumam brincar de emitir sons em turnos, mas o bebê com autismo raramente faz isso.
  • Déficits de interesses sociais.
  • Não gesticulam, apontam ou balbuciam com 12 meses.
  • Ausência de palavras com significado aos 16 meses. Não é comum que os bebês digam “papai”, “mamãe”, ou outras palavras simples com essa idade? Então, isso é bem raro nos bebês com autismo!
  • Não fazem frases funcionais com duas palavras aos 24 meses. Funcional significa com objetivo de se comunicar. Ou seja, não podem ser frases ecolálicas, repetições de uma mesma palavrinha várias vezes ou de sentenças de filmes e desenhos.
  • Podem ter regressão de fala e de comportamentos que faziam. Assim, deixam de falar ou de se comportar como antes, regredindo a uma fase prévia do desenvolvimento.

Brincadeiras

  • Espalham os brinquedos e não os usam com a função esperada.
  • Gostam de coisas brilhantes ou que fazem movimentos repetitivos, tais como um ventilador rodando.
  • Por falta de reciprocidade social, ignoram quando se aproximam dela para brincar ou conversas. Assim, parecem estar muitas vezes alheios àquilo que outras crianças fazem.
  • Dessa forma, geralmente preferem brincar sozinhos.
  • Podem apresentar movimentos estereotipados e repetitivos, tais como ficar correndo de um lado para outro sem objetivo, abanar as mãos, dar gritinhos, pular e rodar sem sentido.
  • Têm um apego extremo a objetos. Ou seja, não desgrudam de certos objetos e, quando são forçados a isso, podem chorar ou gritar.
  • Ficam segurando um objeto sem usá-lo com a função esperada. Assim, ao pegar um martelinho de borracha, por exemplo, em vez de usá-lo para bater nas coisas, o bebê com autismo fica contemplando o brinquedo, às vezes de forma repetitiva.

Atenção a esses sinais nos bebês!

Quanto mais cedo identificarmos os sintomas de autismo em bebê e começarmos a tratar, mais chances essa criança tem de ter um futuro com independência e autonomia. Afinal, não é isso que queremos para todos nós?

Quer mais dicas sobre autismo em bebês? Assista ao vídeo:

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Autor(a): Equipe Instituto Singular

Psicólogas e Terapeutas

Esta dica foi escrita em conjunto por algumas psicólogas e terapeutas do Instituto Singular. Todos os artigos deste site são escritos por profissionais especializados em autismo e desenvolvimento infantil.

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