Os critérios diagnósticos do autismo são parâmetros científicos usados por profissionais da saúde para identificar o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Eles orientam o que observar em termos de comportamento, linguagem, interação social e padrões repetitivos.
Atualmente, os dois manuais mais importantes são:
- DSM-5-TR, da Associação Americana de Psiquiatria;
- CID-11, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O que mudou no DSM-5-TR para o autismo?
O DSM-5-TR (2022) manteve a unificação do espectro autista introduzida em 2013, mas promoveu mudanças importantes em detalhes dos critérios:
No critério A, que trata da comunicação social, foi esclarecido que todos os três subitens precisam estar presentes para confirmar o diagnóstico, e não apenas um ou dois, como antes dava margem a interpretações ambíguas.
Os especificadores também foram atualizados. Agora é possível indicar dificuldades que não configuram necessariamente uma comorbidade formal, mas que impactam o funcionamento, como dificuldades sensoriais, de sono ou regulação emocional.
Houve ainda a inclusão de um alerta importante sobre o risco aumentado de suicídio em pessoas autistas, especialmente mulheres e adultos sem deficiência intelectual.
Essas atualizações aumentam a precisão e reduzem o hiperdiagnóstico, buscando maior confiabilidade no uso dos critérios diagnósticos do autismo.
Quais são as novidades do CID-11 sobre autismo?
O CID-11, que começou a ser implementado no Brasil em 2025 e será obrigatório até 2027, também incorporou mudanças relevantes.
O termo “Transtornos Invasivos do Desenvolvimento” (usado na CID-10) foi substituído por Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Além disso, a classificação agora é dimensional, considerando o grau de prejuízo nas habilidades de linguagem funcional e cognição, com códigos como:
- TEA com ou sem deficiência intelectual;
- TEA com ou sem linguagem funcional.
Essa abordagem permite um diagnóstico mais adaptado às necessidades reais da pessoa, em vez de rotulá-la por um subtipo fixo.
O que significa o fim das “categorias” do espectro?
Tanto o DSM-5 quanto a CID-11 abandonaram os antigos subtipos (como Síndrome de Asperger, autismo clássico ou TID-SOE).
Agora o diagnóstico se concentra na descrição funcional da pessoa autista, incluindo: critérios comportamentais e de comunicação, níveis de suporte (DSM-5) e presença ou não de linguagem funcional e deficiência intelectual (CID-11).
Essa mudança foi motivada por estudos que apontaram baixa confiabilidade nos subtipos antigos e pela necessidade de acolher diferentes perfis no espectro.
Como essas mudanças impactam nas famílias e profissionais?
As atualizações nos critérios diagnósticos do autismo têm impacto direto na vida das famílias, pois facilitam o acesso a serviços: com uma classificação mais clara, é mais fácil obter laudos e encaminhamentos.
Sem contar que reduzem o estigma: termos como “leve” ou “Asperger” davam margens a interpretações erradas, e ainda ampliam a precisão diagnóstica, com ferramentas que consideram aspectos sensoriais, emocionais e contextuais.
Outro pronto muito importante é a valorização das diferenças de gênero: o DSM-5-TR traz observações específicas sobre como o TEA pode se manifestar de maneira diferente em meninas e mulheres.
Como ter acesso a um diagnóstico de qualidade?
Um diagnóstico bem feito considera:
- Histórico de desenvolvimento detalhado;
- Entrevistas com a família e observadores chave;
- Aplicação de instrumentos como ADOS-2 e ADI-R;
- Avaliação neuropsicológica e funcional.
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