Quando pensamos em Fonoaudiologia, é comum imaginar uma criança aprendendo a pronunciar determinados sons. Mas a atuação do fonoaudiólogo vai muito além disso — e pode fazer parte do cuidado de crianças, adolescentes e adultos.
Falar, compreender, organizar ideias, sustentar uma conversa, usar a voz, se comunicar em diferentes contextos, mastigar e engolir são algumas das funções que podem fazer parte da avaliação e do acompanhamento fonoaudiológico.
Por isso, perceber que alguma coisa na comunicação poderia ser melhor já pode ser um motivo para buscar orientação profissional.
Fala, linguagem e comunicação são a mesma coisa?
Não.
A fala está relacionada à produção dos sons e das palavras. Já a linguagem é um sistema mais amplo, utilizado para compreender e expressar pensamentos, sentimentos, necessidades e informações.
A comunicação envolve ainda a maneira como utilizamos esses recursos nas relações e nos diferentes contextos do cotidiano.
Uma pessoa pode, por exemplo, falar com clareza e ainda apresentar dificuldades para compreender determinadas mensagens, organizar o que deseja dizer ou utilizar a linguagem de forma adequada ao contexto.
A American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) destaca que dificuldades de linguagem podem envolver compreensão, fala, leitura e escrita e podem estar presentes tanto em crianças quanto em adultos.
Fonoaudiologia é só para crianças?
Não. Alterações relacionadas à fala e à linguagem podem acontecer ao longo de toda a vida. O NIDCD, instituto ligado aos National Institutes of Health dos Estados Unidos, aponta que transtornos de fala também podem surgir na fase adulta, inclusive associados a doenças ou traumas.
Por isso, a Fonoaudiologia pode acompanhar diferentes necessidades em diferentes fases da vida.
Na infância, por exemplo, podem surgir questões relacionadas ao desenvolvimento da fala e da linguagem.
Na adolescência, dificuldades de comunicação, fluência, voz ou interação podem ganhar maior impacto conforme aumentam as demandas sociais e acadêmicas.
Já na fase adulta, a procura também pode estar relacionada à comunicação profissional, voz, fluência, linguagem ou a alterações adquiridas ao longo da vida.
Dificuldades de comunicação são comuns?
Dados do National Institute on Deafness and Other Communication Disorders (NIDCD) mostram que aproximadamente 1 em cada 14 crianças de 3 a 17 anos nos Estados Unidos apresentou algum transtorno relacionado à voz, fala ou linguagem em um período de 12 meses.
Os dados reforçam que dificuldades relacionadas à comunicação não são situações raras — e também mostram como elas podem assumir diferentes formas.
Entre crianças de 3 a 17 anos, por exemplo, dados norte-americanos encontraram problemas relacionados à fala, linguagem, voz e deglutição.
É importante destacar que esses números se referem à população dos Estados Unidos e não devem ser interpretados como estimativas da população brasileira.
Quando procurar um fonoaudiólogo?
Nem sempre é necessário esperar que uma dificuldade se torne intensa para buscar uma avaliação.
Pode ser interessante procurar orientação profissional quando houver:
- dificuldade para compreender ou se expressar;
- dificuldade persistente para falar ou ser compreendido;
- alterações na voz;
- alterações na fluência da fala;
- dificuldades relacionadas à comunicação e interação social;
- dificuldades para mastigar ou engolir;
- percepção de que a fala ou a comunicação poderia ser melhor.
Esses sinais, isoladamente, não determinam a existência de um transtorno. A avaliação profissional considera a história, as características individuais, o contexto e o impacto daquela dificuldade na vida da pessoa.
O que o fonoaudiólogo avalia?
A avaliação fonoaudiológica depende do motivo da procura e das necessidades de cada pessoa.
O profissional pode investigar diferentes aspectos relacionados à comunicação e às funções orofaciais, identificando habilidades preservadas, possíveis dificuldades e necessidades de acompanhamento.
Na comunicação social, por exemplo, podem ser considerados aspectos como compreensão de linguagem figurada ou ambígua, realização de inferências e habilidades utilizadas para estabelecer e manter relações. A ASHA destaca o papel central do fonoaudiólogo na avaliação e no tratamento de dificuldades nessa área em crianças e adultos.
Ou seja: a avaliação não busca apenas responder “o que está errado?”. Ela também ajuda a compreender como aquela pessoa se comunica e quais estratégias podem favorecer sua funcionalidade e qualidade de vida.
Comunicação também é qualidade de vida
Conseguir participar de uma conversa, apresentar uma ideia no trabalho, pedir ajuda, contar o que aconteceu, compreender uma orientação ou simplesmente sentir que consegue expressar aquilo que pensa são habilidades presentes em inúmeras situações do cotidiano.
Por isso, cuidar da comunicação também significa cuidar de autonomia, participação social, aprendizagem e relações.
E esse cuidado não tem idade.
Fonoaudiologia no Instituto Singular
No Instituto Singular, crianças, adolescentes e adultos podem contar com acompanhamento fonoaudiológico de acordo com suas necessidades.
O olhar multidisciplinar permite ainda compreender cada pessoa de maneira mais ampla e, quando necessário, integrar diferentes especialidades ao acompanhamento.
Se você percebe dificuldades ou simplesmente sente que sua fala ou comunicação poderia ser melhor, esse já pode ser um ponto de partida para buscar orientação.
Quer saber mais sobre o atendimento fonoaudiológico no Instituto Singular? Entre em contato com a nossa equipe e agende uma conversa: fale com nosso time no whatsapp!