No próximo domingo, 9 de agosto, comemoramos o Dia dos Pais.
É uma data que costuma ser marcada por presentes, almoços em família e homenagens. Mas também é uma oportunidade de lembrar algo que a ciência confirma há muitos anos: a presença de um pai afetuoso faz diferença no desenvolvimento dos filhos.
Quando falamos em presença, não estamos falando apenas de estar na mesma casa ou de participar de momentos especiais. Estamos falando do pai que brinca, escuta, protege, acolhe, estabelece limites com respeito e faz a criança sentir que existe um lugar seguro para onde ela sempre pode voltar.
Esse vínculo ajuda a construir autoestima, confiança e segurança emocional. Crianças que crescem em ambientes onde encontram adultos disponíveis para acolher suas emoções aprendem, aos poucos, a lidar melhor com frustrações, desenvolver autonomia e criar relações mais saudáveis ao longo da vida.
No caso de crianças autistas, esse papel também é muito importante. Cada interação, cada brincadeira compartilhada, cada conquista comemorada fortalece o vínculo e amplia as oportunidades de desenvolvimento. Não existe uma única forma de ser pai. Existe a construção diária de uma relação baseada em respeito, compreensão e disponibilidade.
Ser pai também é proteger.
É conhecer os riscos que cercam o próprio filho, buscar informação, aprender a reconhecer sinais de sofrimento, prevenir situações de violência, negligência e maus-tratos e, principalmente, ser alguém em quem a criança sabe que pode confiar.
Nem sempre os filhos vão lembrar do brinquedo que ganharam ou do passeio que fizeram. Mas costumam carregar por toda a vida a sensação de terem sido vistos, respeitados e amados.
Neste Dia dos Pais, a homenagem vai para aqueles que entendem que educar vai muito além de ensinar.
É construir, todos os dias, um ambiente onde os filhos possam crescer sabendo que nunca estarão sozinhos.
Com carinho,
Mayra Gaiato – Psicóloga e Neurocientista