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Sexualidade e relacionamentos amorosos no espectro

A temática de relacionamentos amorosos para pessoas diagnosticadas com
autismo é de extrema polêmica, porém, ainda maior é a ausência de discussão sobre
sexualidade no espectro.


A temática de relacionamentos amorosos para pessoas diagnosticadas com autismo é de
extrema polêmica, porém, ainda maior é a ausência de discussão sobre sexualidade no
espectro.

O primeiro ponto para discussão de tal tema, é refletirmos que ao compreender o
desenvolvimento humano, todas suas fases contemplam mudanças biológicas,
comportamentais e cognitivas (Papalia, Olds, Feldman, 2000). A adolescência é uma
das fases com maiores picos de mudanças biológicas e emocionais, afetando
diretamente no comportamento, isso ocorre pelo fato de que alterações hormonais
surgem em tal fase caracterizada pela transitoriedade da infância para a vida adulta,
além de alterações nos padrões de socialização e interação com os pares, sendo tal
período marcado e conhecido popularmente pela rebeldia, que nada mais é do que a
busca de sua essência e personalidade (Moraes, Weinmann, 2020; Papalia, Olds,
Feldman, 2000; Palacios, 1995).

Sendo assim, crianças diagnosticadas com TEA chegarão na adolescência, e passarão
por todas as mudanças previstas nos estudos de desenvolvimento humano, como
alterações corporais, desejos de cunho sexual e interesses afetivos (Brilhante et al.,
2021).

O melhor modo de lidar com tais mudanças é em primeiro lugar aceitar que elas irão
acontecer, com objetivo de reduzir o movimento quase que involuntário de pais e
responsáveis em infantilizar o adolescente. Na sequência é importante destacar a
necessidade da continuidade do acompanhamento terapêutico especializado, o qual irá
trabalhar questões como habilidades sociais, aspectos emocionais e afetivos, além de
orientar os pais em casos específicos sobre a temática da sexualidade e descoberta do
prazer (Passarelli et al., 2023).

Para aqueles que se interessarem pelo assunto, há séries que abordam a temática, como
“amor no espectro”, além de livros e artigos científicos destinados a pais e educadores
sobre a temática, como o livro “Sexuality and Relationship Education for Children and
Adolescents with Autism Spectrum Disorder (Hartman, 2013)”.

Quando falamos em tal tema, o preconceito deve ser deixado de lado e abrir
possibilidades para maiores debates e discussões sobre o tema, não somente nos
consultórios terapêuticos, mas em especial em escolas e na comunidade em geral.
Proporcionando assim maior informação e orientação aqueles que desconhecem a
temática do autismo e suas particularidades em casa fase da vida.

Referências:

Brilhante, A. V. M., Filgueira, L. M. D. A., Lopes, S. V. M. U., Vilar, N. B. S.,

Nóbrega, L. R. M., Pouchain, A. J. M. V., & Sucupira, L. C. G. (2021). “Eu não sou um
anjo azul”: a sexualidade na perspectiva de adolescentes autistas. Ciência & Saúde
Coletiva, 26, 417-423.

Hartman, D. (2013). Sexuality and relationship education for children and adolescents
with autism spectrum disorders: A professional’s guide to understanding, preventing
issues, supporting sexuality and responding to inappropriate behaviours. Jessica
Kingsley Publishers.

Moraes, B. R. D., & Weinmann, A. D. O. (2020). Notas sobre a história da
adolescência. Estilos da clínica: revista sobre a infância com problemas. São Paulo. Vol.
25, n. 2 (2020), p. 280-296.

Palacios, J. (1995). O que é a adolescência. Desenvolvimento psicológico e educação:
psicologia evolutiva, 1(2), 263-272.

Papalia, D. E., Olds, S. W., & Feldman, R. D. (2000). Desenvolvimento humano. Porto
Alegre: Artmed.

Passarelli, D. A., Bassetti, I., Carrenho, E. H., & Defino, A. C. B. (2023). Treino de
Habilidades Sociais em Crianças e Adolescentes com Autismo: Uma Revisão de
Artigos Empíricos. Perspectivas em Análise do Comportamento, 084-096.

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