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TDAH | Como tratar?

O primeiro passo no tratamento do TDAH é a aceitação, entendendo que é um transtorno real e não “uma desculpa para não aprender” ou “ideia de professores que querem seus alunos quietos” como muitos afirmam.

As pessoas com TDAH possuem algumas características, entre elas: desatenção, hiperatividade, impulsividade e dificuldade em planejamento.

O que é?

O transtorno do déficit de atenção deixa algumas áreas da vida do indivíduo e também daqueles que estão a sua volta mais difíceis. Imagina só: um dia antes da viagem do seus sonhos você tem um trabalho muito difícil para realizar, o seu vizinho está em obras (fazendo barulho todo o tempo), do outro lado tem um bebê chorando e na sua frente está passando seu programa favorito na televisão. Você acha que será possível conter sua agitação para a viagem que ocorrerá no dia seguinte e se concentrar na atividade que você precisa fazer com tantos outros estímulos competindo com a folha de papel? Essa é a vida que uma pessoa com TDAH tem. Os estímulos são menores, menos frequentes e intensos mas o mínimo som do passarinho atrapalha a sua concentração.

 

As pessoas com TDAH possuem algumas características, entre elas: desatenção, hiperatividade (agitação), impulsividade e dificuldade em planejamento (funções executivas).

Existe tratamento?

SIM! Após aceitar o diagnóstico é necessário do apoio da escola, família, psicólogo comportamental, psicopedagogo e médico no tratamento. Todas essas esferas precisam estar relacionadas e sincronizadas para que o tratamento seja eficaz.

 

Que atividades contribuem para o tratamento?

Pelo fato de precisarem de estímulos mais chamativos para prender sua atenção, é extremamente importante que as tarefas sejam diferenciadas. Para atividades escolares uma ideia é buscar fazer de forma lúdica, com cores, desenhos, figuras ou animações explicativas. Isso ajudará aquela atividade ser considerada mais relevante, estando mais em evidência do que os outros e ajudando no foco.

 

Para auxiliar na impulsividade e planejamento, crie calendários e rotinas para que a pessoa possa se organizar. Use algo bem visual, com figuras ou cores e que fique sempre a disposição. Crie listas (por exemplo de coisas que não pode faltar quando sai de casa  ou para uma viagem). Esse planejamento irá ajudar a se atentar mais para as coisas que precisam ser feitas, assim como para as que carrega (para não esquecer nada por causa da desatenção).

 

Podemos também realizar atividades de problemas lógicos ou problemas do próprio dia a dia. Em um quadro, coloque uma situação como, por exemplo: “Você tem 1 mexerica com 7 gomos e você tem 8 amigos que querem um pedaço da mexerica. Como você resolveria essa situação?” Analise com ele as possíveis formas de resolver esse problema assim como as possíveis consequências das soluções, escolham juntos a solução que tem menos consequências negativas e mais consequências positivas. Isso irá desenvolver a capacidade de pensar antes de agir, aumentando o autocontrole e diminuindo a impulsividade.

 

Atividades para estimular a atenção visual, como por exemplo apresentando uma figura com vários estímulos que é necessário encontrar apenas 1. Além disso, nunca deixe de estimular o cérebro com jogos e brincadeiras que estimulam a atenção como: jogo dos 7 erros, sudoku, caça palavras, jogo da memória, lince, lego, jogos de lógica etc. Existe uma infinidade de jogos no mercado que estimulam a concentração, porém o melhor e mais importante é que toda e qualquer atividade PRECISA ser motivadora para atrair a atenção.

 

É importante salientar que essas são algumas atividades utilizadas para o tratamento do TDAH, porém nenhuma delas anula o tratamento medicamentoso, psicopedagógico e em psicoterapia comportamental.

 

Deixamos aqui para vocês uma dica de um site com jogos de lógica:

Jogos de lógica (online) →

 

Também temos um livro sobre TDAH. Vale a pena conferir!

 

Guia de sobrevivência para o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Neste livro são apresentadas orientações sobre o tema de maneira lúdica, com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, em especial crianças e adolescentes que são diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, o famoso TDAH. O primeiro passo quando se detecta uma dificuldade é saber exatamente do que estamos falando e ter em mente que existem maneiras de reduzi-la, ou seja, tratá-la. Dessa forma, esta leitura é dirigida a todos aqueles que buscam entender melhor o TDAH, assim como treinar as funções cognitivas que muitas vezes estão descritas como deficitárias nesse quadro: a atenção e as funções executivas.

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Quer mais dicas sobre TDAH? Assista o vídeo:


Coordenadora do Instituto Singular

Essa dica foi escrita por nossa coordenadora Letícia Segretti Frizzo, psicóloga formada em Análise do Comportamento Infantil, Neuropsicóloga, mestranda em Distúrbios do Desenvolvimento e fluente em Libras. Trabalha fazendo avaliação neuropsicológica e intervenção com bebês, crianças, adolescentes e adultos com qualquer dificuldade no desenvolvimento e/ou surdez.