O que mudou nos critérios diagnósticos do autismo? Entenda o DSM-5-TR, o CID-11 e a nova forma de enxergar o TEA

Com as atualizações do DSM-5-TR e a adoção da CID-11 no Brasil, os critérios diagnósticos do autismo foram reformulados para refletir melhor a diversidade do espectro autista. Este artigo apresenta as mudanças mais relevantes, explica como elas afetam o diagnóstico e o acesso ao suporte, e mostra o que famílias e profissionais precisam saber para uma avaliação mais precisa e acolhedora.

Os critérios diagnósticos do autismo são parâmetros científicos usados por profissionais da saúde para identificar o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Eles orientam o que observar em termos de comportamento, linguagem, interação social e padrões repetitivos.

Atualmente, os dois manuais mais importantes são:

  • DSM-5-TR, da Associação Americana de Psiquiatria;
  • CID-11, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O que mudou no DSM-5-TR para o autismo?

O DSM-5-TR (2022) manteve a unificação do espectro autista introduzida em 2013, mas promoveu mudanças importantes em detalhes dos critérios:

No critério A, que trata da comunicação social, foi esclarecido que todos os três subitens precisam estar presentes para confirmar o diagnóstico, e não apenas um ou dois, como antes dava margem a interpretações ambíguas.

Os especificadores também foram atualizados. Agora é possível indicar dificuldades que não configuram necessariamente uma comorbidade formal, mas que impactam o funcionamento, como dificuldades sensoriais, de sono ou regulação emocional.

Houve ainda a inclusão de um alerta importante sobre o risco aumentado de suicídio em pessoas autistas, especialmente mulheres e adultos sem deficiência intelectual.

Essas atualizações aumentam a precisão e reduzem o hiperdiagnóstico, buscando maior confiabilidade no uso dos critérios diagnósticos do autismo.

Quais são as novidades do CID-11 sobre autismo?

O CID-11, que começou a ser implementado no Brasil em 2025 e será obrigatório até 2027, também incorporou mudanças relevantes.

O termo “Transtornos Invasivos do Desenvolvimento” (usado na CID-10) foi substituído por Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Além disso, a classificação agora é dimensional, considerando o grau de prejuízo nas habilidades de linguagem funcional e cognição, com códigos como:

  • TEA com ou sem deficiência intelectual;
  • TEA com ou sem linguagem funcional.

Essa abordagem permite um diagnóstico mais adaptado às necessidades reais da pessoa, em vez de rotulá-la por um subtipo fixo.

O que significa o fim das “categorias” do espectro?

Tanto o DSM-5 quanto a CID-11 abandonaram os antigos subtipos (como Síndrome de Asperger, autismo clássico ou TID-SOE). 

Agora o diagnóstico se concentra na descrição funcional da pessoa autista, incluindo: critérios comportamentais e de comunicação, níveis de suporte (DSM-5) e presença ou não de linguagem funcional e deficiência intelectual (CID-11).

Essa mudança foi motivada por estudos que apontaram baixa confiabilidade nos subtipos antigos e pela necessidade de acolher diferentes perfis no espectro.

Como essas mudanças impactam nas famílias e profissionais?

As atualizações nos critérios diagnósticos do autismo têm impacto direto na vida das famílias, pois facilitam o acesso a serviços: com uma classificação mais clara, é mais fácil obter laudos e encaminhamentos.

Sem contar que reduzem o estigma: termos como “leve” ou “Asperger” davam margens a interpretações erradas, e ainda ampliam a precisão diagnóstica, com ferramentas que consideram aspectos sensoriais, emocionais e contextuais.

Outro pronto muito importante é a valorização das diferenças de gênero: o DSM-5-TR traz observações específicas sobre como o TEA pode se manifestar de maneira diferente em meninas e mulheres.

Como ter acesso a um diagnóstico de qualidade?

Um diagnóstico bem feito considera:

  • Histórico de desenvolvimento detalhado;
  • Entrevistas com a família e observadores chave;
  • Aplicação de instrumentos como ADOS-2 e ADI-R;
  • Avaliação neuropsicológica e funcional.

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