“Mãozinhas de dinossauro” ao dormir são sinal de autismo?

Não existe evidência científica suficiente para afirmar que as “mãozinhas de dinossauro” seja uma característica específica do autismo. Uma possível explicação para determinadas posições corporais está relacionada à busca por conforto e autorregulação sensorial. Pessoas autistas podem apresentar diferenças na maneira como percebem e respondem a estímulos do ambiente e do próprio corpo.

As chamadas “mãozinhas de dinossauro” viralizaram nas redes sociais como um comportamento associado à neurodivergência e ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). A expressão descreve a posição de dormir com mãos e punhos flexionados, geralmente próximos ao corpo.

Mas afinal: dormir com as mãos dobradas é sinal de autismo?

A resposta é: não necessariamente. Essa postura, isoladamente, não é um critério diagnóstico de autismo. No entanto, o assunto chama atenção para algo que merece ser observado: a relação entre autismo e sono na infância.

Por que algumas pessoas autistas dormem com as mãos flexionadas?

Não existe evidência científica suficiente para afirmar que as “mãozinhas de dinossauro” seja uma característica específica do autismo.

Uma possível explicação para determinadas posições corporais está relacionada à busca por conforto e autorregulação sensorial. Pessoas autistas podem apresentar diferenças na maneira como percebem e respondem a estímulos do ambiente e do próprio corpo.

Por isso, algumas posições podem proporcionar sensação de conforto para determinadas crianças. Isso, porém, não significa que toda criança que dorme com as mãos flexionadas seja autista.

Autismo e sono: existe relação?

Sim. Alterações do sono são frequentes em pessoas autistas.

Dificuldade para adormecer, despertares durante a madrugada e menor duração do sono estão entre os problemas relatados na literatura científica.

Dados apresentados pela American Academy of Pediatrics (AAP) indicam que a insônia pode afetar aproximadamente 53% a 78% das pessoas autistas.

Por isso, observar o sono pode fazer parte de uma avaliação mais ampla do desenvolvimento infantil.

Quais sinais podem aparecer durante a noite?

Algumas crianças autistas podem apresentar:

  • dificuldade para adormecer;
  • despertares frequentes;
  • sono mais curto;
  • necessidade de rituais específicos antes de dormir;
  • maior sensibilidade a sons, luzes, texturas ou temperatura;
  • comportamentos repetitivos antes de adormecer.

É importante reforçar: nenhum desses comportamentos, sozinho, confirma autismo.

Sono e sensorialidade no autismo

Para algumas crianças autistas, dormir pode envolver um verdadeiro desafio sensorial.

Um barulho aparentemente baixo, determinada iluminação, a textura da roupa de cama ou sensações corporais podem ser percebidos de maneira diferente e interferir no processo de adormecer e permanecer dormindo.

Por isso, quando existem dificuldades persistentes de sono associadas a diferenças na comunicação, interação social, comportamento, sensibilidade sensorial ou desenvolvimento, é importante olhar para o conjunto.

Quando procurar uma avaliação?

As “mãozinhas de dinossauro” não são um teste para autismo e não devem ser utilizadas para diagnosticar uma criança.

Por outro lado, se você percebe diferentes comportamentos que despertam dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho, uma avaliação especializada para autismo pode ajudar a compreender suas necessidades e indicar os próximos passos.

No Instituto Singular, cada criança é avaliada considerando seu desenvolvimento de forma individual e integral.

Tem dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho?

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