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Características e níveis do autismo

14.01.2021
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TEA (Transtorno do Espectro Autista) vem sendo um termo amplamente utilizado nos dias atuais, muitas vezes de forma generalizada. Desta maneira, é necessário ter um melhor conhecimento, aliado a um cuidado mais específico, para que possa ficar mais claro o que de fato é o TEA. Vejamos quais são suas características mais importantes!

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é dividido em três níveis, sendo eles: autismo leve, moderado e severo.

Definição de TEA

O TEA é considerado um transtorno de neurodesenvolvimento no qual a criança tem dificuldade na comunicação social (com fala repetitiva, por exemplo) e mantém um interesse restrito e estereotipado por objetos e fenômenos. Há também a ocorrência de comportamentos repetitivos e estereotipados, como por exemplo balançar o corpo para frente e para trás, girar objetos, e o “flapping” (nome dado ao ato de balançar repetidamente as mãos).

Como diz a sigla, hoje não se fala mais num só autismo, mas sim num espectro. Por isso, o autismo pode ter vários níveis, abarcando vários quadros diferentes (incluindo a famosa “síndrome de Asperger”). É importante saber distingui-los para que se possa aplicar o melhor tratamento para cada caso específico!

Níveis do Autismo

Principais características do TEA

Cabe ressaltar que as características do TEA não são iguais para todos, porém suas características mais comuns são:
– Dificuldade em manter o contato visual;
– Pouco interesse por coisas que as outras crianças/pessoas propõem: geralmente a criança autista só se atenta a algo de seu próprio interesse;
– Sensibilidade a barulhos e texturas: barulhos como rojões, ambientes muito cheios, texturas pouco comuns, como por exemplo massinha de modelar e tinta guache, e muitas vezes texturas de alimentos podem causar incômodos nos autistas;
– Dificuldade em manter interações sociais: a criança possui muita dificuldade em fazer trocas durante brincadeira;
– Dificuldade em compreender expressões faciais: tristeza, felicidade, raiva, braveza;
– Comportamentos estereotipados: podem se fixar objetos específicos, desenvolver comportamentos repetitivos ou até mesmo a fala repetitiva, sendo que estes comportamentos estereotipados ocorrem sem um objetivo ou finalidade;
– Reportório restrito por brincadeiras, brinquedos e objetos: os que não sejam do seu interesse não prendem a sua atenção, por exemplo, se a criança gosta de carrinho, apenas brinquedos com essa características irão cativá-la, e ela brincará somente com eles.

Por conta destes sintomas, os indivíduos com TEA têm muita dificuldade na interação com outras pessoas. Isso pode causar muito sofrimento para eles. Assim, é fundamental que saibamos como lidar com essas suas características atípicas, para que eles possam se desenvolver plenamente, com saúde e realização pessoal!

Existe cura para o TEA?

Não existe cura para o TEA, mas sim tratamentos adequados para que, desta forma, o indivíduo possa ter um desenvolvimento saudável e minimizar os sintomas ao longo do seu desenvolvimento.

Quanto mais cedo a criança com TEA obtiver diagnóstico, tanto melhor para que ela tenha mais chance de ter um desenvolvimento saudável e seus sintomas minimizados

Para ocorrer um desenvolvimento saudável, deve haver acompanhamento de profissionais especializados, pois é importante frisar que cada autista apresenta um nível de desenvolvimento diferente. Nenhum é igual ao outro, e desta forma é necessário um tratamento individualizado. Devemos ressaltar também que o diagnóstico de TEA é dividido em três níveis, sendo eles: autismo leve, moderado e severo. Por isso tudo existe a importância de uma avaliação e um acompanhamento adequado.

O tratamento: suas características e objetivos

O tratamento mais indicado é a psicoterapia comportamental. Contudo, existem diversas formas de intervenção e tratamento para autismo, pois cada criança precisa de uma abordagem individualizada que pode envolver várias técnicas. A psicoterapia tem como objetivo geral auxiliar o pequeno com TEA a desenvolver sua autonomia e independência. Durante o tratamento, trabalha-se a comunicação verbal e não-verbal, a expressão de emoções, as interações sociais e as expressões faciais.

Lembrando que, quanto mais cedo a criança com TEA obtiver diagnóstico, tanto melhor para que haja uma intervenção precoce e, assim, o pequeno tenha mais chance de ter um desenvolvimento saudável e seus sintomas minimizados. No entanto, psicoterapia para autismo não é um tratamento apenas para crianças! Ela é um recurso disponível para todos os indivíduos com TEA, que busca aumentar sua autonomia e melhorar sua qualidade de vida.

Quer mais dicas sobre o Transtorno do Espectro Autista? Assista ao vídeo:

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Autor(a): Equipe Instituto Singular

Psicólogas e Terapeutas

Esta dica foi escrita em conjunto por algumas psicólogas e terapeutas do Instituto Singular. Todos os artigos deste site são escritos por profissionais especializados em autismo e desenvolvimento infantil.

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